Sobre a Dúvida (Parte IV)


Alguns podem perguntar: Mas porque aceitar Deus? Será que não estamos o aceitando visando apenas não crescer? Será que Deus não é apenas uma invenção da mente de seres humanos que estão desesperados para não estarem sozinhos? Todas boas perguntas, mas não creio que alguém as poderá responder com muita convicção.

E o ponto aqui talvez não seja responder a essas perguntas. Muitos dos que levantam tais perguntas parecem estar certo em um ponto (como vimos no artigo anterior e que pode ser lido aqui): realmente estamos depositando nossa desconfiança em Deus e esperamos que Ele nos ajude a superar nossas dúvidas.

A grande dificuldade que tenho é que as mesmas pessoas que afirmar tais coisas acabam por buscar outras fontes de saciar as dúvidas e ansiedades do ser humano. Algumas boas propostas foram feitas, tais como: a ciência, a psicologia, o positivismo, a tecnologia, a televisão, entre outras. Mas todas parecem cair no mesmo erro de que inicialmente acusaram a religião: o de proporcionar uma fuga dos nossos verdadeiros medos (todas as filosofias e crenças da humanidade são incompletas na promessa de resolver os problemas de ansiedade e duvida do ser humano, a mais completa, em minha visão, é o Cristianismo, mas falaremos sobre isso em outro momento).

Morte, a dúvida que não precisamos ter. Todos a conheceremos.
Lembre que o problema da duvida não é a existência dela. Não mesmo, na verdade é até aconselhado que você tenha duvidas a cada dia (elas servem para te ajudar a buscar a respostas melhores, e com isso um mundo melhor). O problema da dúvida é quando ela se torna muito real e deixa de ser uma dúvida para se tornar uma grande “certeza” (e não creio que uma “certeza” baseada inicialmente em uma dúvida possa ser boa – não seria ela seria apenas mera teimosia?).

Acredito que duvidar da existência de Deus nunca deveria nos impedir de aceitar a presença dele quando Ele viesse a nosso encontro. Queria poder inverter a pergunta inicial: E porque não aceitaríamos a Deus? Tudo parece ser uma questão de escolhas. E não há escolha melhor do que aceitar aquele que já viveu entre os humanos (me refiro a Jesus) e provou inúmeras vezes que é real e pode nos ajudar (porque você não deixa com que Ele te ajude também?). Pare tudo que está fazendo e veja que Ele está, nesse momento, correndo em sua direção, só falta você se decidir quanto a apenas duvidar, mas mesmo assim o aceitar (ou talvez, quem sabe, você escolha ser apenas um grande teimoso – mas isso seria uma pena).

Sobre a Dúvida (Parte III)


A dúvida sempre existiu, quando vou ao Novo Testamento a coisa piora, ao menos em minha visão, pois até mesmo aquele que se disse filho de Deus e de quem dizem muitos milagres veio; até mesmo Jesus teve um grande momento de dor e duvida. Quando vejo pessoas duvidando de Deus fico feliz. Quanto maior a duvida melhor. Penso logo: essa pessoa está tão perto de Deus, falta muito pouco. Pois foi quando Jesus duvidou que ele encontrou forças para ressuscitar, foi após os discípulos terem duvidado (Pedro até disse que nunca tinha visto Jesus 3 vezes em uma mesmo noite), que eles puderem receber o prêmio da promessa de Deus (e com isso mudar o mundo).

O que estou dizendo aqui não é que duvidar seja a melhor coisa do mundo, muito pelo contrario, ter certezas e viver sem duvidas deve ser melhor coisa do mundo. Imagine ser confiante ao ponto de realmente poder decidir o que queremos da vida, saber para onde ir e o que fazer. Pense como seria muito melhor viver sem ansiedade, saber que a pessoa que você ama também te ama (e muitas outras coisas boas que viriam com tal certeza).

Ah, a dúvida. Ela sempre existiu, mas e porque deveria ser diferente?
E com isso não quero tirar os momentos bons da surpresa ou da realização, quero é juntar os dois. Quando penso nisso imagino receber uma festa surpresa, mas saber me portar bem. Fazer o pedido de casamento e ser seguro não importando qual a resposta, e assim poder aproveitar o melhor de cada uma das possibilidades (nossa, seria perfeito ser seguro a tal ponto, mas confesso que estou longe disso, e creio que você também, né?).

Mas a vida não seja assim, é justamente ao contrario. Quando ganhamos um fora ficamos mal. Um casamento desfeito gera sentimentos ruins em todos os envolvidos e por mais que lutemos para fazer as coisas darem certo, tudo parece sempre ser muito difícil. Duvidar é natural. Esse é o ponto principal que quero passar aqui. Duvido porque sou humano.

E aqui o conceito se inverte. Pois se tenho duvida, e ao que tudo indica, sempre tivemos (e a teremos por muito tempo), a procura por uma fonte segura e que transborde confiança começa a fazer muito sentido. Você sabe quem irei colocar como uma boa fonte de segurança, né? Se você já sabe que estou falando sobre Deus, é porque falta muito pouco para você realmente aceita-lo (e que bom seria se você o fizesse ainda hoje). Se você já o aceitou, parabéns. Não vejo uma fonte melhor para nos dar segurança em meio a tantas incertezas.

Sobre a Dúvida (Parte II)

Serei honesto, eu sou um duvidante. Na verdade sou um dos maiores que existem. Não ache que tenho certeza absoluta de qualquer uma das coisas que digo (escrevo), penso e/ou acredito. Tem momentos que elas fazem muito sentido para mim, mas existem aqueles que não encontro nenhum sentido, chegando mesmo a acreditar que tais crenças não passam de “mitos”.

Imagine o que ocorreu com Adão e Eva quando eles tiveram medo de Deus (qualquer dúvida sobre isso leia nosso artigo anterior, ou vai a Bíblia lá em Genesis 1 a 3). Foram tantas dúvidas que tudo se resumiu a uma única coisa: o medo. Medo de se encontrar com Deus, medo de Deus dizer que eles estavam errados. Medo por terem duvidado de Deus e Ele nunca os perdoar. Medo até de ter alguém mandando na vida deles, e esse ultimo parece ser um dos maiores medos humanos.

E aqui entra uma das partes mais lindas da história de Genesis capítulos 1 a 3. Mesmo depois de todos esses acontecimentos, Deus não ficou inseguro. Muito pelo contrario, Ele soube o que fazer e o fez de imediato. Naquele momento a dúvida fazia parte da vida de Adão e Eva, mas não fazia parte de Deus.

Toda a história de Gêneses é na verdade a história de um Deus confiante correndo atrás daquele casal duvidador. Na verdade, a moral que pode resumir toda a bíblia é essa, Deus correndo atrás de seres humanos que duvidam. Quando duvido é que posso ver Deus correndo atrás de mim para me dar forças.

Foi isso que aconteceu com o mundo, escolhemos não confiar em Deus (note bem, o problema não é que escolhemos duvidar, mas sim, não confiar). Não acho que um dia nossas dúvidas vão se acabar, mas isso não é ruim, pois aquele que é Deus está nesse momento correndo atrás de nós (assim como correu atrás de Adão e Eva), não importando o que fizemos. Ele já mostrou que está disposto a isso, em vários momentos da história, e quer mostrar a nos que pode fazer o mesmo em nossas vidas. E você, o quer para sua vida: Dúvida ou desconfiança?

Sobre a Dúvida (Parte I)

É fácil perceber que a dúvida não começou hoje. Aqueles que hoje duvidam de Deus acreditam que são herdeiros diretos do iluminismo e da chamada “era da razão”, onde a ciência (ou seja, a razão) domina sobre todas as formas de se pensar o mundo (tudo o que não pode ser provado em laboratório [Deus], não deve ser verdade). O que parecem esquecer é que a duvida quanto à pessoa de Deus vem de muito antes. Seja um fato histórico ou não, a crença da criação como exposta na Bíblia (lá no livro de Genesis, nos capítulos 1 a 3) tem ao menos 3000 anos, o que torna os que duvidam de Deus herdeiros de uma tradição bem mais antiga do que o iluminismo.

São sempre tais momentos de dúvidas que tem conduzido pessoas a se abrirem abertos a revelação de Deus quanto ao melhor entendimento do caminho a ser seguido. Não tenho dúvida de que recebemos iluminações/informações suficientes para viver em paz com nossas duvidas (perceba que não disse acabar com elas, apenas viver com). Aqui terei que ser sincero, todos esses “mitos” descritos em Genesis faz sentido em pelo menos um ponto: a dúvida. Quando leio a Bíblia percebo em cada personagem bíblico uma dúvida, uma relutância, um medo. E olhe que nem são contadas todos os detalhes vividos por eles.

Acho que o problema da duvida não está quando ela aparece, ou quando por causa dela fazemos ou pensamos o que não deveríamos. Tudo isso é ruim, mas é natural a cada ser humano. O problema real é quando a duvida é tão grande que ela começa a se tornar uma certeza. Adão e Eva começaram duvidando que aquele fruto seria realmente ruim como Deus havia dito. O primeiro casal humano duvidou de que Deus havia lhes dito toda a verdade. Desse momento em diante a dúvida foi tomando um tamanho tão grandioso, que até mesmo uma serpente que fala pode convencê-los de que ela sabia mais sobre a vida do que Deus. Depois disso, eles acabaram tendo a pior das dúvidas, a de que Deus os poderia perdoar.

Duvidar não é anormal, é apenas humano. Que simbolismo maravilhoso é descrito em Genesis capítulos 1 a 3: Adão e Eva duvidaram de Deus, não era para isso acontecer, mas aconteceu. E qual foi à primeira coisa que eles fizeram? Correram, se esconderam, tiveram medo.

Eles duvidavam tanto que quando viram Deus vindo na direção deles só havia uma certeza: lá vem chumbo. O que começou com uma dúvida virou uma certeza, enquanto as antigas certezas (acerca da bondade do Deus que os criou) agora nem eram mais cogitadas como reais. O momento mais marcante de toda essa história é a resposta de Adão a Deus quando indagado porque haviam se escondido (está lá em Genesis 1 a 3, aconselho você a ler). O que Adão e Eva disseram? Senhor, tivemos medo.

Que coisa mais linda, me sinto assim todos os dias, a cada momento. Tenho tantas duvidas e incertezas que a única coisa que posso dizer é algo parecido com isso: Senhor, tenho medo. E você, também sente medo? Quando sentir, lembre-se que Deus sempre estará correndo em nossa direção, e nunca será para nos condenar, mas para consolar e dizer que ainda existe esperança. Apesar de nossas frequentes dúvidas Ele quer nos perdoar. Com certeza pensar (e viver) dessa forma é melhor muito melhor do que qualquer ideia iluminista, como as citadas no começo desse texto.

Sobre Arte e Religião - Parte 7 (Sobre Arte)

7- Qual deve ser a fonte principal da história a ser contada?

Para influenciar uma pessoa é preciso conhecer quais são as ações e eventos passados e presentes, assim como, os interesses fundamentais da pessoa. É preciso ouvir/conhecer a história da vida desta pessoa, ou seja, ser amigo dela. A atual geração necessita ver o que Cristo fez, em nível pessoal a alguém, e com Ele pode dar o verdadeiro sentido à vida, após isso tal geração será capaz de se abrir a conversão.

Tal conversação em muito só pode ser realizado através de um contato pessoal e demorado. A Bíblia deve ser tal fonte autorizada de informação; a revelação singular que Deus fez de si mesmo a nós. Enquanto muitas pessoas vivem apenas para o que ocorre aqui e agora, “Paulo mostra (Cf. Atos 17:24) que o nosso ponto de partida deve ser o principio de que Deus fez todas as coisas superlativamente boas” embora o pecado desfigurou tal criação, Deus está “comprometido com sua restauração”.

A humanidade desorientada deve recuperar a verdade indispensável de sua origem das mãos de um amorável Deus criador. Somente quando vista a partir desta perspectiva pode a salvação por Cristo aparecer e sua verdadeira majestade. Para alcançar estes objetivos é necessária a mais firme adesão ao princípio de sola scriptura (o qual afirma a Bíblia acima de todas as coisas, como regra de fé e conduta). Devemos fazer a obra a qual fomos chamados a fazer, seja ela onde for. Sempre lembrando que o mesmo Deus que criou todas as coisas está a postos para vir nos buscar. Que ao nos adentrarmos no mundo possamos sempre ter os olhos nos céus, para que ao soar da ultima trombeta todos em uma só voz digamos: “É vindo Aquele a quem aguardávamos” (2 Pedro 3:13).

Sobre Arte e Religião - Parte 6 (Sobre Arte)

6- Qual o Princípio para Contar Histórias Cristãs Interessantes?

Existe certo consenso na opinião de teóricos da comunicação de que audiência dos programas religiosos é composta na grande maioria por fieis das religiões que os produzem (ou no mais por religiosos de igrejas semelhantes).

Pesquisas apontam para a baixa proporção de não-evangélicos na audiência dos programas, sendo que a conversão pela mídia seja na verdade melhor definida por um transito interno às igrejas evangélicas do que propriamente a vinda de pessoas de “outras religiões ou de não-religiosos.

O fato da mensagem religiosa influenciar principalmente pessoas já suscetíveis a religiosidade, não deve ser usado como empecilho para a sua utilização. O que deve sim ocorrer é o pensamento de se modificar os formatos e a abordagem objetivando ser de mais relevante para a geração de pessoas que estão distantes de tais programas. Para influenciar uma pessoa é preciso conhecer quais são as ações e eventos passados e presentes, assim como, os interesses fundamentais da pessoa.

É preciso ouvir/conhecer a história da vida desta pessoa, ou seja, ser amigo dela. A atual geração necessita ver o que Cristo fez, em nível pessoal a alguém, e com Ele pode dar o verdadeiro sentido à vida, após isso tal geração será capaz de se abrir a conversão. Tal conversação em muito só pode ser realizado através de um contato pessoal e demorado.

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